Movimentos sociais surgiram no mundo todo neste ano de 2020, exigindo mais respeito e direitos à população diversificada de cada país, e no Brasil não foi diferente. São tantos os desafios do país que fica difícil segmentar quais são os principais preconceitos enfrentados pelo brasileiro e que devem ter atenção imediata.

Porém, não há como avançar na luta pelos direitos básicos e contra a violência sem apontar as áreas que devem ser resolvidas com urgência, já que somente com organização e informação é possível combater o monstro secular que é o preconceito.

Se você tem interesse em conhecer mais sobre o que as outras pessoas passam e se aprofundar nas questões sociais deste país, siga a leitura abaixo:

Quais são os principais preconceitos enfrentados pelo brasileiro?

1.Racismo

Apesar de 56,2% da população brasileira ser composta de pretos ou pardos, o racismo é o preconceito número 1 no país. Em 2018, segundo o Atlas da Violência, 75,7% de pessoas vítimas de homicídio no Brasil eram negras, sendo 73% delas, mulheres. A taxa de feminicídio entre mulheres brancas diminuiu, enquanto a de mulheres negras, cresceu. Além da violência, pessoas negras ganham, em média, metade do salário de pessoas brancas, e ocupam apenas 4,9% de cargos altos entre as 500 empresas que mais faturam no país.

2.Homofobia

Em 2019 foi registrado, em média, 1 morte causada por homofobia a cada 23 horas, sendo suicídio e homicídio as principais causas de morte. Pessoas LGBTQ+ também são mais abandonadas ou expulsas de casa, sofrem bullying na adolescência e tem mais dificuldade de encontrar emprego. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo, e durante a pandemia, este número só cresceu. O preconceito faz com que pessoas LGBTQ+ sejam marginalizadas e ignoradas pelo Estado, abandonadas no quesito de educação, saúde pública, mercado de trabalho e direitos humanos.

3.Machismo

Conhecido também como misoginia, o machismo é a cultura de percepção da mulher como um ser inferior, mais frágil, ou incapaz. Esta percepção pode levar a desrespeito, assédio, e, em casos mais graves, violência e assassinato. Em 2020, durante a pandemia, casos de feminicídio cresceram 22% em 12 estados, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em São Paulo, somente em março, o número de pedidos de socorro atendidos pela Polícia Militar aumentou 44,9% comparado com o mesmo mês, em 2019. O machismo também causa disparidade no salário- mulheres ganham 75% o valor do que os homens ganham, e negligência médica- um estudo recente de pesquisadores da universidade de Yale mostram que médicos estão mais propensos a ignorar queixas de dores vindas de mulheres do que de homens.

4. Preconceito contra dependentes químicos

Infelizmente, dependentes químicos sofrem todo tipo de preconceito, como informado neste artigo do blog Viver sem Drogas. No Brasil, há a criminalização do usuário, que é tratado com violência pelo Estado, e pela sociedade, muitas vezes por desinformação. O país ainda não trata a dependência química como uma doença crônica, e suas leis refletem a incapacidade de percepção da condição como um caso de saúde pública. Usuários de drogas tem dificuldade de encontrar tratamento no sistema de saúde público, e sofrem violência dentro das próprias clínicas de reabilitação. Quando saem, tem dificuldade de encontrar emprego, o que pode desencadear uma recaída e um novo ciclo de uso.

É difícil informar quais são os principais preconceitos enfrentados pelos brasileiros quando há tanto para abordar. A maioria destes preconceitos é fruto de falta de informação misturado com crendices enraizadas na cultura do país. Quanto mais ensinamento for passado para as gerações seguintes, menor serão os desafios enfrentados diversidade.

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